segunda-feira, 24 de março de 2014

Quando o sol se recolher no horizonte e a noite em vez de um belo luar nos trouxer tempestades, é o momento de chorar. -Chorar? É... Não precisamos ser fortes o tempo todo, alguns momentos pedem nossas lágrimas. Lutamos tanto, buscamos tanto, desejamos tanto, corremos para um lado e para o outro continuamente e as vezes por falta de tempo ou por excesso de orgulho, trancamos nossas dores, nossos desencontros, nossas frustrações em algum lugar coberto de nossa alma e seguimos em frente. Isso não é ser forte. Fisiologicamente, é preciso chorar para aliviar o coração, desfazer o nó na garganta, conciliar o sono e recomeçar. Humanamente é preciso chorar para gritar em silêncio, abraçar-se sozinho e pedir colo. Espiritualmente é preciso chorar para quebrantar o coração endurecido, dar voz ao Espírito, sensibilizar a mente e descansar nos braços do Pai. Chorar, as vezes só precisamos chorar, porque no outro dia o sol brilha de novo, nossas lágrimas levaram tudo que pesava em nós e levantamos leves para aproveitar a brisa que entra pelas frestas das janelas mesmo quando não convidadas e sopra o hálito de uma nova chance para seguir nosso curso e quando as circunstâncias pesarem de novo nossa alma... Sempre vai ter uma noite de tempestades. Eu peço sempre tempestades para que não ouçam meus gritos em silêncio.
"Ele me abraçou com carinho no meio da tempestade e disse: -Menina, me dá teu coração sou o único que o entende para conserta-lo. Eu ainda tremendo e chorando com a angustia da noite disse: -É tudo o que eu tenho, não devolve mais ele pra mim eu só o coloco em mãos erradas Jesus. -Tudo bem minha menina, você só não esperou o momento ceto chegar. Calma minha pequena que desespero nunca resolve problema..."
Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Clarice Lispector
E ao parar para sentir a dor do sofrimento, não percebi que me perdia no caminho... Tudo bem que o coação precisa de tempo para se recompor, mas a vida continua acontecendo a sua volta enquanto ao invés de deixar viver, teu casulo te isola. Foi preciso muitas lagrimas e um bloqueio criativo para que eu pudesse entender que todo mundo tem o direito de sofrer, mas todo mundo tem o dever de viver também.